Palavra do Presidente

O que é pandemia? Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo é utilizado quando uma epidemia - grande surto que afeta uma região - se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 120 países com casos declarados da infecção.Perguntar. Este é o verbo que melhor resume o que o mundo anda fazendo desde o início da proliferação do novo coronavírus. E as perguntas mais comuns que têm sido feitas neste período de crise generalizada reportam-se para o futuro. Como será o amanhã? Que tipo de vida nos espera quando tudo isso passar? Quando tudo isso vai passar? Em um, dois, três meses ou em um, dois, até três anos? Questões como essas rondam as mentes das pessoas em um quadro de insegurança extrema, em que não sabemos nem mesmo se estaremos saudáveis no fim do dia.Como cada um pode pensar no próprio futuro mesmo diante de um cenário de tantas incertezas. A pandemia vai nos ensinar a lidar com a incerteza, a insegurança, o desconhecimento. A gente precisa se fortalecer, aprender a amadurecer em situações como essa. Estamos vivendo um processo de amadurecimento com muito sofrimento.Futuro - Talvez haja mais espírito cívico, mais voluntários a ajudar idosos ou grupos ameaçados pelas novas ondas do vírus. Maior respeito por quem trabalha no serviço público ou pelos profissionais de saúde, heróis indiscutíveis no combate à pandemia. Poderemos, numa visão otimista, rumar para um mundo em que a ameaça comum do vírus acabe por gerar mais união em vez de divisão. A principal razão para o otimismo é que, embora venha sendo comparada a guerras ou às crises financeiras do passado recente, a pandemia tem um impacto de outra natureza. Mexe diretamente com a saúde e a vida.Políticos ficam infectados. Celebridades ficam infectadas. Amigos e parentes ficam infectados. Podemos não estar exatamente ‘todos juntos nessa’ — como sempre, os pobres sofrem mais. Mas, essa é uma sensação mais real do que jamais vimos antes. Talvez, possamos ver nossos problemas como comuns, e a sociedade como mais do que “uma massa de indivíduos competindo uns contra os outros por riqueza e status.A Covid-19 não tem ideologia. Revela a importância da boa governança em qualquer regime. Não será vencida na base do tacape ou das armas, pelos brucutus que berram ignorância nas redes sociais. Nossas armas contra aquele grãozinho de poeira nanoscópico precisam ser mais sofisticadas: o conhecimento científico, o trabalho paciente e diuturno nos laboratórios de pesquisa, a agilidade e a qualidade do atendimento médico. É na criatividade e no engenho do cérebro humano que os otimistas depositam suas esperanças. Tenhamos fé!
Celso Alves da Silva – Presidente

Caros leitores, nesta Edição venho reproduzir uma crônica do jornalista português nascido no Brasil, Wilton Fonseca, licenciado em Filologia Românica (Faculdade de Letras de Lisboa) onde lecionou Introdução aos Estudos Linguísticos, Sintaxe e Semântica do Português. Foi diretor de Informação das agências noticiosas Anop e NP, chefiou os serviços de comunicação das fundações Gulbenkian e Luso-Americana para o Desenvolvimento. Foi chefe de Informação (PIO) das missões de paz das Nações Unidas em Angola, Timor-Leste, Kosovo e Burundi. Foi diretor-geral da Leya em Angola.“Dizem que a palavra [escrúpulo] foi usada pela primeira vez por Cícero, em sentido figurado, para exemplificar a sensação de desconforto e de ansiedade próprias de quem se sente incomodado por alguma coisa.” Algo cada vez mais raro nos tempos que correm escreve o autor nesta sua crônica.Escrúpulo é algo que o mundo está a perder. Ou já perdeu. Políticos, empresários, altos membros da administração pública, jornalistas, já não conhecem qualquer tipo de hesitação nem têm problemas de consciência quanto à correção ou incorreção daquilo que fazem ou pretendem fazer, não ponderam moral ou eticamente gestos e comportamentos. Vale tudo.Vale mesmo tudo: usar, vender ou facilitar o uso e a posse daquilo que é público; burlar o fisco; comprar consciências e informação; branquear capitais; corromper e ser corrompido. A falta de escrúpulo é diretamente proporcional ao empenho que se põe em alcançar os objetivos consagrados pelo sistema: dinheiro, fama, poder, mais dinheiro, mais fama, mais poder.O escrúpulo tende a desaparecer porque é o receio do engano, a vacilação, o cuidado, o zelo, a meticulosidade. Dizem que a palavra foi usada pela primeira vez por Cícero, em sentido figurado, para exemplificar a sensação de desconforto e de ansiedade próprias a quem se sente incomodado por alguma coisa. Esta “alguma coisa”, na origem, seria scrupulus (diminutivo de scrupus), uma pequena pedra que pode ser um tormento se sentida dentro do sapato ou na sandália. O portador do scrupulus não consegue conviver durante muito tempo com a razão do seu desconforto. É capaz de tudo para se livrar dela.A generalizada falta de escrúpulo mina a credibilidade do sistema democrático. A crise não é política nem financeira. É moral e civilizacional. Não deixará vencedores.***Natal é a ternura do passado, o valor do presente e a esperança de um futuro melhor. É comungar com as pessoas que amamos a fartura e o amor que nos foi dado pelo sacrifício de um homem que nasceu menino e subiu aos céus para sentar-se ao lado do Criador. É o desejo mais sincero de que cada coração se encha com bênçãos ricas e eternas e que cada caminho nos leve à paz. Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Felicidades!
Até a próxima edição,Celso Alves da Silva – Presidente

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