Palavra do Presidente


Desde sempre no banco de reservas do mercado de trabalho, e há anos sofrendo com desemprego e falta de oportunidades, os jovens brasileiros (de 18 a 24 anos) são um segmento da população que sentiu fortemente as consequências sociais da pandemia da covid-19.Falta de renda e de perspectivas profissionais, dificuldades para manter os estudos e ansiedade foram algumas de suas vivências durante 2020.Todas essas experiências são agravadas por questões de raça e classe social. Corremos o risco de termos uma “geração perdida” e, por isso, é fundamental que as demandas das juventudes sejam incluídas nos planos estratégicos e políticas públicas a serem instituídas como formas de retomar o desenvolvimento do país.Acompanhe a leitura e compreenda a situação durante e o futuro dos jovens no cenário pós-pandemia!O que não era simples ficou ainda mais difícil.Em meados de setembro de 2020, a taxa de desemprego no Brasil já ultrapassava a casa dos 13%. Os jovens que têm entre 19 e 24 anos, aqueles que estão no início da vida profissional, são 29,7% desse total. Na mesma época do ano, o índice de desocupação dos jovens beirava os 26%, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. A pandemia de coronavírus, com certeza, teve influência direta nesses índices.Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o impacto dessa crise de covid-19 no mercado de trabalho global mostrou que um em cada seis jovens perderam seu emprego após o início da pandemia. Entre os que conseguiram manter os seus empregos, a jornada de trabalho foi reduzida em 23%, causando consequentemente uma redução da renda — e consumo — dessas pessoas.Outro ponto que precisa ser ressaltado é que a elevada taxa desocupação entre os jovens não é por acaso. Em 2019, dos novos postos preenchidos por eles, 3 em cada 4 eram informais. Essa informalidade acaba contribuindo para a eliminação desses postos de trabalho em momentos de crise como a que estamos vivendo atualmente.O impacto da pandemia na educação dos jovensA pandemia de coronavírus também teve forte impacto na educação dos jovens. Muito se adotou a Educação a Distância (EAD) para compensar a impossibilidade de termos aulas presenciais nas instituições de ensino, mas a sua efetividade foi bastante contestada, porque as condições não eram iguais para todas e todos.As desigualdades, mais uma vez, ficaram bem evidentes. Com isso, aumentaram a ansiedade e incertezas sobre o futuro dos jovens, principalmente os que estão em situação de maior vulnerabilidade.“As instituições de ensino querem que eu aprenda um monte de coisas, sendo que a minha prioridade agora é sobreviver. E eu preciso sobreviver nesse momento, eu não preciso aprender coisa nova, não tem o porquê de eu estar focado em conteúdos muito específicos”, afirmou jovem ouvido pela Pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, publicada em junho de 2020.A mesma pesquisa também trouxe dados alarmantes em relação ao que enfrentaram os jovens neste período e quais são seus principais pensamentos em relação à sua formação.“Três em cada 10 jovens confessaram que já pensaram em não retornar [aos estudos]; 52% não pretendem fazer o Enem, 17% estão indecisos e somente 31% pretendem fazer as provas; sete em cada 10 jovens estão pessimistas em relação à economia brasileira após a pandemia e metade dos respondentes consideram que o governo do país vai piorar um pouco ou muito um ano depois de a pandemia acabar.”O necessário recorte de classe e raçaAo olharmos para as dificuldades em relação à formação e geração de renda desses jovens, é preciso que lembremos do abismo de classes que existe no Brasil. Os jovens que estão mais próximos da informalidade no mercado de trabalho são, em geral, os mais pobres e majoritariamente negros. E são justamente esses que têm maior dificuldade em dar continuidade a seus estudos.Falta de acesso à internet de qualidade, poucos dispositivos para acessar à rede sendo usados por várias pessoas de uma mesma família e perda de renda para o custeio de mensalidades são só alguns dos fatores que fazem a formação escolar ou acadêmica de pessoas pobres, sobretudo durante a pandemia, um desafio quase intransponível.Se focarmos nos dados trazidos pela Pnad/IBGE sobre evasão escolar, entenderemos os motivos que tornam os recortes tão necessários.Segundo os dados levantados, 39,1% dos jovens abandonam a escola por necessidade de trabalhar e 29.2% por falta de interesse. Entre as mulheres, 23,8% desistem por gravidez e 11,5% devido à necessidade de trabalharem em casa, em atividades domésticas. Entre os 46,9 milhões de brasileiros com idades entre 15 e 29 anos, 22,1% não trabalham, não estudam, nem se qualificam, e mais da metade das pessoas de 25 anos ou mais não completaram o ensino médio no Brasil. Dos que completaram o ensino médio, 82% não acessam o ensino superior.”E o futuro dos jovens pós-pandemia?Para os jovens periféricos que já viviam desempregados ou trabalhando na informalidade, a pandemia trouxe uma realidade com menos recursos e muito mais incertezas. Nesse caso, manter o otimismo não é algo simples.“O novo normal não contempla a periferia. Ela só fará parte por meio de muita luta e mobilização”, afirma Marcos Vieira, representante do Comitê Executivo da Uni Américas Juventude, instituição que promoveu reuniões com jovens de vários países para discutir o ‘novo normal’.Para Lucimara Malaquias, vice-presidenta da Uni Américas Juventude, num contexto de retração econômica, empresas e governos tendem a penalizar os trabalhadores, com redução de salários e direitos. E isso tem geralmente maior impacto sobre os jovens, que acabam ficando sem ter oportunidades no mercado de trabalho.De acordo com o economista Stefano Scarpetta, diretor da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), existe a possibilidade de todos os fatores que mencionamos acima resultarem na transformação dos que hoje compõe esse segmento se tornarem uma “geração perdida”.O termo e a teoria usam como exemplo a situação do Japão durante a década de 1990. Por não terem acesso a bons empregos, jovens japoneses da época precisavam recorrer a subempregos para se manter. Após a melhora do cenário econômico do país, anos depois, as empresas preferiram contratar pessoas mais jovens e que não tinham passado pelos subempregos, ou seja: aqueles jovens prejudicados pela recessão econômica não se beneficiaram quando a recuperação veio.Especialistas brasileiros, no entanto, não acreditam na possibilidade do surgimento de uma geração perdida no Brasil. Guilherme Soárez, VP de Educação Continuada da Ânima Educação, afirma que há a possibilidade de a geração de jovens brasileiros pós-pandemia se desenvolver. Mas isso só ocorrerá se esses jovens se prepararem para essa nova realidade e serem mais protagonistas de sua própria trajetória. “Estamos hoje vivendo a dor do parto do nascimento de um mundo novo. Mas ele chegou e precisamos lidar com esse novo contexto”, afirma Soárez.A questão é: em um país tão marcado pelas desigualdades como o Brasil, é possível que no futuro dos jovens pobres e periféricos eles tenham os recursos para lidar com esse novo contexto?Texto reproduzido do Blog OXFAMCleiton de Souza Presidente

.Dia desses, fui a um churrasco na casa de um amigo, logo reconheci outras pessoas, amigos e políticos da região e, como sempre, formaram-se vários clubes… do Bolinha, da Luluzinha, dos políticos, dos policiais e dos “normais”.Prosa vai, prosa vem, um deles perguntou se eu já tinha me comparado ou me achado parecido com outra pessoa. Respondi que sim, disse que a comparação é inerente ao ser humano, o que meu amigo concordou até certo ponto.Acrescentando ao tema, coloquei que a comparação tem duas faces, a positiva e outra negativa. Pelo lado positivo, acho que devemos nos comparar com alguém que nos pareça mais culto, bom caráter, idôneo, enfim digno e correto com suas ações, sendo que isso nos estimula a melhorar nosso comportamento.A comparação é salutar, pois nos faz descobrir a capacidade de fazer algo positivo, segundo o exemplo das pessoas com quem nos comparamos, observando as suas virtudes e talentos. Quem faz esse tipo de comparação (e não é inveja) apreende muito com a pessoa a quem se escolheu para servir de modelo.Estou convencido que a vida nos oferece lições todos os dias, basta olharmos os exemplos que ocorrem tanto conosco como ao nosso redor. Aprendemos nas faculdades, na família, com vizinhos, colegas de trabalho e, até mesmo, observando as demais pessoas que nos cercam.O lado negativo ocorre quando prevalece o sentido da inveja, do desamor, do rancor, da maldade. Não devemos nutrir esses maus sentimentos, pois, está claro que eles são perniciosos e não fazem bem a nós nem aos outros.A sociedade em que vivemos está repleta de desigualdades, de certo que nem todas as pessoas têm as mesmas oportunidades. Mesmo assim, não se justifica alimentar o ódio e o mau humor por eventuais infortúnios e dificuldades do dia-dia.Sobre mim, posso dizer que tive muitas dificuldades, trabalhar duro, estudar com afinco, me espelhar nos bons exemplos e, sobretudo ter fé em Deus, seguindo os conselhos dos meus pais e da minha avó. Aliás, lembro como se fosse hoje meu pai dizendo – “ filho seja humilde sempre, pois a humildade é a chave do mundo”.A propósito é importante frisar que os pais, (principalmente a mãe) são o grande alicerce da família para se chegar a qualquer lugar, exercendo o papel decisivo e fundamental na formação do caráter e da personalidade de cada filho.Dando graças à orientação dos pais é que muitos homens conseguiram vencer. Os vencedores não ficam parados, não se lastimam pelo ocorrido, não invejam seus semelhantes, mas vão a luta.Os vitoriosos buscam dentro de si as forças para superar as dificuldades, buscam essa força no ensino, na educação, na fé, no trabalho, na honestidade e na pratica do bem maior.Convido você para fazer a mesma coisa diariamente, que tal? Se você se encontra mergulhado no baixo astral, na vingança, no marasmo, dê um basta. Nada disso pode acabar com você.Levante a cabeça, meu amigo, vá à luta! Diga e repita sempre: eu quero vencer, simplesmente vencer! Lembre-se que a vitória é daqueles que trabalham com afinco, tem amor no coração, fazem sempre o bem e acreditam em um ser superior. Seja otimista, preserve nesse caminho seus amigos, seus familiares, as pessoas que estão ao seu lado pro que der e vier e será certo que a vida vai lhe sorrir. (rico não é o que mais tem e sim o que menos necessita).Por fim, na hora de decidir com quem devemos comparar-nos, nada de dúvida e indecisões. Vamos optar pelo caminho positivo, ai reside à virtude. Afinal, como afirmou o grande poeta Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.      (Reprodução – texto de Wladimir Panelli)
Cleiton de SouzaPresidente

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