Palavra do Presidente

Nas últimas semanas presenciamos enormes manifestações organizadas pelo povo brasileiro.em São Paulo, jovens pertencentes ao MPL (Movimento Passe Livre) protestaram contra o aumento da tarifa dos transportes públicos os quais não oferecem quase nada aos passageiros. Esta foi a gota d'água para que o povo, até então pacífico, se rebelasse e saísse  às ruas. A distância entre o povo e os poderosos no Brasil pode ser comparada a um verdadeiro abismo!
Os jovens que representam a maioria dos manifestantes sabem que o Brasil não anda bem e que, por isso, devem ocorrer profundas e urgentes mudanças na forma de se governar o país, tais como: combate à corrupção e às injustiças sociais, investimentos maciços em Saúde, em Educação, em Segurança Pública, Saneamento Básico, dentre outras prioridades que o povo deste país tanto necessita. por que não investir em projetos que trarão benefícios às pessoas, em vez de gastos exorbitantes com Copa das Confederações ocorrida há pouco, com a Copa do Mundo em 2014 e, ainda com as olimpíadas no rio de Janeiro, em 2016?
O povo brasileiro está insatisfeito e, ao mesmo tempo preocupado com a alta dos preços, com a má qualidade dos serviços públicos. Muitas pessoas gastam o pouco que têm em planos de saúde privados, bem como em escolas privadas, a insegurança pública aumenta consideravelmente devido  à violência que se alastra pelo Brasil afora.
Assistimos pela TV o desfecho de casos escandalosos de corrupção que só nos envergonham e, ainda assim, ninguém é punido. Os corruptos acontumaram-se com a impunidade e o povo brasileiro de certa maneira também.
Infelizmente, durante as passeatas, uma pequena parcela de jovens comete injustificáveis atos de vandalismo (repetido em 07 de setembro) quando depredam patrimônios públicos e privados, destruindo-se assim a única oportunidade que possuem para o exercício da democracia plena, para promoverem as reais e necessárias mudanças com base no respeito e na dignidade dos cidadãos conscientes de sua liberdade. É preciso exercer a cidadania sem medo, mas com o devido respeito, pois somente através dele, criamos condições para o diálogo.
É importante, por exemplo, que os manifestantes comecem a pensar nos pequenos atos cotidianos de corrupção que normalmente praticamos. Seria bom que o estudante que participa da passeata fizesse uma autoanálise, para ver se não costuma, de vez em quando, apresentar um plágio como sendo trabalho de sua autoria.. O professor manifestante pensasse na sua forma de exercer a docência, não teria sido alguma vez um ato de corrupção? O funcionário público que participa das passeatas pudesse confrontar a sua forma de trabalhar e de atender o cidadão comum. Fanáticos torcedores, certamente muitos deles presentes nessas manifestações, pensassem no modo como idolatram o futebol. Os meninos e meninas de classe média pudessem questionar seus pais sobre o modo como tratam os funcionários. O trabalhador comum pudesse analisar a sua maneira de se comportar nas filas do ônibus, do banco, da empresa onde trabalha. Não estaria ele, algumas vezes e na prática, querendo levar vantagem em tudo? E a lista poderia multiplicar-se. Se faltar isso, as manifestações terminam em vão. Quando tudo terminar, veremos que a vida continua do mesmo jeito, uma vez que a corrupção que levou o político corrupto até o Congresso Nacional está arraigada em cada um de nós e em cada uma de nós. E se não for banida a corrupção que mora dentro de cada pessoa, não há como bani-la das instituições.
Os protestos já estão dando frutos: em curto prazo o aumento das tarifas de transporte foi revogado na maioria dos municípios, e o Senado aprovou um projeto que torna a corrupão, crime hediondo, porém ainda há muito mais a fazer.
Em longo prazo - a presidente Dilma prometeu mais metrôs e corredores de ônibus, investir a renda do petróleo na Educação; aumento de verba para a Saúde, mais transparência, criar o Conselho Nacional de Transporte Público e vários empregos; o controle da inflação, estabilização da economia, entre outras.
No meu entender, o mais importante das recentes manifestações no Brasil, é na verdade, o despertar do povo brasileiro que parecia dormir à beira do Carnaval, do futebol e das novelas. Mas ainda bem que os brasileiros acordaram e foram para as ruas reclamar de tudo aquilo que lhe é devido pelo governo!


Paulo César da Costa – Presidente

Meus amigos, acho que manifestações são legítimas. As pessoas tomam as ruas não apenas para cobrar a redução do aumento da passagem do transporte público, mas para reivindicar uma série de direitos que estão sendo lesados durante anos, mas, temos de compreender que os problemas sociais do Brasil se arrastam de outras épocas.Temos de aprender com os movimentos sociais. Vejo que o movimento, quando preserva o patrimônio público, é importante e a população tem quer participar, expor as ideias e reivindicar os direitos. De uma manifestação como esta, a gente tem de tirar lições para melhorar a atuação dos órgãos públicos e as políticas públicas.
Creio que o movimento no Brasil refere-se a questões como a PEC 37, já rejeitada pelo Congresso Nacional, a participação da população, a exigência da transparência pública e aplicação dos recursos públicos. No fundo, a população está cansada da política tradicional e da politicagem. Eles querem outro tipo de relacionamento.
A manifestação perde respeitabilidade quando há depredação de patrimônio público, caso não ocorrido em nossa cidade, mas, quando feita de forma ordeira e pacífica, ela é o sentimento puro do coletivo da sociedade. Acho que a população está exigindo uma nova postura dos seus líderes. Isso deve ser encarado com naturalidade pelos gestores públicos e é preciso uma análise mais profunda do porquê que isto está acontecendo e para aonde queremos ir.
Agora convenhamos, qual a participação da população junto ao seu Legislativo? Pouco. Poucas são as pessoas que comparecem às sessões da Câmara e que, realmente, se interessam pelo andamento de nossos trabalhos. É muito fácil levantar uma bandeira quando todo o país esta neste levante, essa atitude é muito bonita, legítima, própria da democracia que temos o privilégio de viver.
Não é de hoje, sempre que tenho oportunidade, seja através de nosso informativo ou qualquer outro meio de comunicação, convido a população cambuquirense para acompanhar os trabalhos desta Casa Legislativa e quantos comparecem? Poucos. Sempre as mesmas pessoas que todas as terças-feiras, às 19 horas, se acomodam para nos assistir, o que muito nos orgulha.  Já realizamos diversas audiências públicas para colher opiniões da população sobre vários assuntos, a última foi sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que irá reger o orçamento para o próximo ano. Quantos compareceram? Poucos, mas estes sim realmente preocupados com o futuro da cidade. Vão dizer o quê? Não sabiam? Pois foi divulgado e muito.
Acho que agora sim, é necessário que a população saiba realmente o que quer e que traga suas opiniões, sugestões críticas e se possível nos ajude a solucionar porque jogar a bomba no colo dos outros e virar as costas é muito fácil, qualquer um faz. É isso que tem de ser mudado – a participação do povo! O povo tem de andar de mãos dadas com os governantes, para que sejam sanados os problemas da melhor maneira possível. Claro que sempre haverá os insatisfeitos que nunca concordam com nada, por mais que se faça sempre permaneceram do contra. Mas isso não é novidade, nem Cristo com toda sua onipotência, conseguiu agradar a todos, não seremos nós, simples mortais que conseguiremos tal façanha.
Fomos eleitos pelo povo e estamos aqui na Câmara Municipal para atender o povo de Cambuquira. Mais uma vez convido que compareçam às nossas reuniões que são realizadas às terças-feiras, às 19 horas na sede da Câmara.
Em tempo: No mês de julho estaremos em recesso parlamentar, voltamos às atividades normais no dia 06 de agosto, data da próxima reunião.

Paulo César da Costa – Presidente

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